terça-feira, 5 de março de 2013

Ela caiu, mas levantou muito mais forte.

 
   Ela rastejava por ele e era constantemente chutada, pisada. Ela vivia correndo atrás e ele sempre fugia. Se esquivava sempre que ela ia em sua direção. Como um ladrão fugindo de um policial. Dizia pra todos: "Ela é louca por mim, sempre estará lá por mim mesmo que eu não esteja". Foi definitivamente a gota d'água pra ela. Humilhada, decepcionada e com o coração partido. Ele a desprezava. Ele era do tipo que gostava das que não gostavam dele, das que não precisavam dele. No pensamento de um homem, as fáceis sempre estarão a qualquer momento em que eles queiram. Na palma da mão. Foi difícil pra ela se levantar. Se reerguer. Ninguém acreditava que ela pudesse se tornar uma pessoa forte algum dia, era motivo de risada entre todos. E quando se levantou, estava toda machucada. As feridas doíam e demoravam muito pra cicatrizar. Horrível gostar de alguém que não dá a mínima, não é? 



Mas o tempo passou, a dor cicatrizou. A menininha cresceu e se tornou mulher. Há uns 2 anos atrás eles se esbarraram por aí. Ele pediu o número do celular dela e ela passou. O número errado. Ontem ele ria dela, hoje é ela quem ri dele. Ela soube por um um conhecido que ele ainda morava com os pais, estava desempregado. Sexo? Só se pagasse. 

É garotão, você teve sua chance enquanto teve, e a desperdiçou. Ela não dá duas chances. Game over.

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